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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Mudança Dialética

Dando continuidade as publicações sobre a Dialética, dispomos hoje sua primeira Lei, após a Introdução ao Estudo da Dialética, no dia 9/12/2017. Como vimos, Herácrito foi o pai da dialetica por perceber as mudanças que ocorriam na natureza. A incipiencia da ciência, obstruiam o entendimento do processo. Por isso era uma dialética metafisica, que caiu no esquecimento. Hegel, discubriu a dialética onde via a mudança e as transformações na natureza e no universo. Mas, como era filosofo idealista, via o processo pela condução do espirito. Marx e Engels, seus discipulos, mas materialistas, retiraram o carater metafisico da dialética, introduzindo o materialismo, mas mantendo sua nomenclatura dialética materialista.

PRIMEIRA LEI: A MUDANÇA DIALÉTICA

I. — O que se entende pelo movimento dialético.
II. — <<Para a dialética, não existe nada de definitivo, de absoluto, de sagrado...» (ENGELS)
III. — O processo.

I. — O que se entende pelo movimento dialético.
A primeira lei da dialética começa por constatar que «nada fica onde está, nada permanece o que é». Quem diz dialética diz movimento, mudança. Por conseguinte, quando se fala de se colocar no ponto de vista da dialética, isso quer dizer colocar-se no do movimento, da mudança: quando quisermos estudar as coisas segundo a dialética, estudá-las-emos nos seus movimentos, na sua mudança.
Eis uma maçã. Temos duas maneiras de a estudar: por um lado, do ponto de vista metafísico, por outro, do dialético.
No primeiro caso, daremos uma descrição desse fruto, a sua forma, a sua cor. Enumeraremos as suas propriedades, falaremos do seu gosto, etc.... Depois, poderemos comparar a maçã com uma pera, ver as semelhanças, as diferenças e, enfim, concluir: uma maçã é uma maçã, e uma pera é uma pera. Era assim que se estudavam as coisas outrora, numerosos livros testemunham-no.
Se queremos estudar a maçã do ponto de vista dialético, colocar-nos-emos no do movimento; não do movimento da maçã quando rola e se desloca, mas do da sua evolução. Então, constataremos que a maçã madura não foi sempre o que é. Primeiramente, era uma maçã verde. Antes de ser uma flor, era um botão; e, assim, chegaremos até ao estado da macieira na primavera. A maçã não foi, pois, sempre uma maçã, tem uma história; e, de fato, não permanecerá o que é. Se cai, apodrecerá, decompor-se-á, libertará as sementes, que darão, se tudo correr bem, um rebento, depois uma árvore. Portanto, a maçã não foi e também não ficará sempre o que é.
Eis o que se chama estudar as coisas do ponto de vista do movimento. É o estudo do ponto de vista do passado e do futuro. Ao estudar assim, já não se vê a maçã presente senão como uma transição entre o que era, o passado, e o que se tomará, o futuro.
Para situar bem esta maneira de ver as coisas, vamos, ainda, tomar dois exemplos: a terra e a sociedade.
Colocando-nos no ponto de vista metafísico, descreveremos a forma da terra em todos os seus detalhes.
Constataremos que, na sua superfície, há mares, terras, montanhas; estudaremos a natureza do solo. Depois, poderemos comparar a terra aos outros planetas ou à lua, e concluiremos, enfim: a terra é a terra.
Enquanto que ao estudar a história da terra do ponto de vista dialético, veremos que não foi sempre o que é, sofreu transformações e, por conseguinte, sofrerá, no futuro, de novo, outras mais. Devemos, portanto, considerar hoje que o estado atual da terra é apenas uma transição entre as mudanças passadas e as futuras.
Transição na qual as mudanças que se efetuam são imperceptíveis, embora sejam a uma escala muito maior do que as que se efetuam na maturação da maçã.
Vejamos, agora, o exemplo da sociedade, que nos  interessa particularmente. Apliquemos sempre os dois métodos: do ponto de vista metafísico, dir-nos-ão que houve sempre ricos e pobres. Constataremos que há grandes bancos, fábricas enormes. Dar-nos-ão uma descrição detalhada da sociedade capitalista, que compararemos com as sociedades passadas (feudal, escravagista), procurando as
semelhanças ou as diferenças, e diremos: a sociedade capitalista é o que é.
Do ponto de vista dialético, aprenderemos que a sociedade capitalista não foi sempre o que é. Se constatarmos que, no passado, outras sociedades viveram um certo tempo, será para deduzir que a capitalista, como todas as outras, não é definitiva, não tem base intangível, mas, pelo contrário, é para nós apenas uma realidade provisória, uma transição entre o passado e o futuro.
Vemos, por alguns destes exemplos, que considerar as coisas do ponto de vista dialético é considerar cada coisa como provisória, como tendo uma história no passado, e devendo ter outra no futuro, tendo um começo, e devendo ter,um fim...

II. — «Para a dialética, não há nada de definitivo, de absoluto, de sagrado...»
Para a dialética, não há nada de definitivo, de absoluto, de sagrado; apresenta a caducidade de todas as coisas e em todas as coisas, e, para ela, nada existe além do processo ininterrupto do devir e do transitório48.
Eis uma definição que sublinha o que acabamos de ver, e que vamos estudar:
«Para a dialética, não há nada de definitivo-». Isto quer dizer que, para a dialética, tudo tem um passado e terá um futuro; que, por conseguinte, nada é de uma vez para sempre, e o que é hoje não é definitivo.
(Exemplos da maçã, da terra, da sociedade.)
Para a dialética, não existe nenhum poder no mundo, nem para além dele, que possa fixar as coisas num estado definitivo, portanto, «nada de absoluto». (Absoluto significa: que não está submetido a qualquer condição; por conseguinte, universal, eterno, perfeito.)
«Nada de sagrado», isto não quer dizer que a dialética despreze tudo. Não! Uma coisa sagrada é aquela que se considera como imutável, que não se deve nem tocar nem discutir, mas só venerar. A sociedade capitalista é «sagrada», por exemplo. Pois bem! A dialética diz que nada escapa ao movimento, à mudança, às transformações da história.
«Caducidade» vem de «caduco», que significa: que cai; uma coisa caduca é a que envelhece e deve desaparecer. A dialética mostra-nos que o que está caduco já não tem razão de ser, que tudo está destinado a desaparecer. O que é jovem torna-se velho; o que hoje tem vida morre amanhã, e nada existe, para a dialética, «além do processo ininterrupto do devir e do transitório».
Portanto, colocar-se do ponto de vista dialético é considerar que nada é eterno, salvo a mudança. É considerar que nenhuma coisa particular pode ser eterna, senão o «devir».
Mas, o que é o «devir» de que Engels fala na sua definição?
Vimos que a maçã tem uma história. Tomemos agora, por exemplo, um lápis, que também tem a sua.
Este lápis, que hoje está usado, foi novo. A madeira de que é feito sai de uma prancha, e esta de uma árvore.
Vemos, pois, que a maçã e o lápis têm cada um a sua história, e, uma e outro, não foram sempre o que são.
Mas, há uma diferença entre essas duas histórias? Certamente!
A maçã verde tornou-se madura. Podia, sendo verde, se tudo corresse bem, não se tornar madura? Não, devia amadurecer, assim como, caindo à terra, deve apodrecer, decompor-se, libertar as sementes.
Enquanto que a árvore de onde vem o lápis pode não se tornar prancha, e esta não se tornar lápis. Este pode, ele próprio, ficar sempre inteiro, não ser afiado.
Constatamos, portanto, entre estas duas histórias, uma diferença. No caso da maçã, é a maçã verde que se tornou madura, se nada de anormal se produziu, e é a flor que se tornou maçã. Por conseguinte, a uma dada fase, outra se segue necessariamente, inevitavelmente (se nada parar a evolução)..
Na história do lápis, pelo contrário, a árvore pode não se tornar prancha, esta não se tornar lápis, este não ser afiado. Logo, a uma dada fase, pode não se seguir a outra. Se a história do lápis percorre todas essas fases, é graças a uma intervenção estranha - a do homem.
No caso da maçã, encontramos fases que se sucedem, a segunda derivando da primeira, etc. Ela segue o «devir» de que fala Engels. No exemplo do lápis, as fases justapõem-se, sem resultar uma da outra. É que a maçã, essa segue um processo natural.

III. — O processo.
(Palavra que vem do latim, e quer dizer: marcha em frente, ou o ato de avançar, de progredir.)
Por que é que a maçã verde se torna madura? É por causa do que contém, por causa de encadeamentos internos que a obrigam a amadurecer; é porque era, mesmo antes de estar madura, uma maçã, que não podia deixar de amadurecer.
Quando se examina a flor que se tornará maçã, depois, a maçã verde que se tornará madura, constata-se que os encadeamentos que impelem a maçã na sua evolução atuam sob o domínio de forças internas a que chamamos autodinamismo, o que significa: força que vem do próprio ser.
Quando o lápis era ainda prancha, foi preciso a intervenção do homem para o fazer tornar-se lápis, porque nunca a prancha se transformaria, só por si, em lápis. Não houve forças internas, autodinamismo, processo.
Portanto, quem diz dialética, não diz só movimento, mas, também, autodinamismo.
Vemos, pois, que o movimento dialético contém em si o processo, o autodinamismo, que lhe é essencial.
Com efeito, nem todo o movimento ou mudança é dialético. Se tomarmos uma pulga, que vamos estudar do ponto de vista dialético, diremos que não foi nem será sempre o que é; se a esmagarmos, certamente, haverá, para ela, uma mudança, mas será dialética? Não. Sem nós, não seria esmagada. Essa mudança não é dialética, mas mecânica.
Devemos, por conseguinte, prestar muita atenção quando falamos da mudança dialética. Pensamos que, se a terra continuar a existir, a sociedade capitalista será substituída  por uma outra e depois por outra. Isto será uma mudança dialética. Mas, se a terra explodir, a sociedade capitalista desaparecerá, não por uma mudança autodinâmica, mas por uma mecânica.
Numa outra ordem de ideias, dizemos que há uma disciplina mecânica quando não é natural. Mas é autodinâmica quando é livremente consentida, isto é, quando vem do seu meio natural. Uma disciplina mecânica é imposta de fora; vem de chefes que são diferentes dos que comandam. (Compreendemos, então, quanto a disciplina não mecânica, a autodinâmica, não está ao alcance de todas as organizações!)
É-nos preciso, pois, evitar servir-nos da dialética de uma maneira mecânica. É uma tendência que nos vem do nosso hábito metafísico de pensar. Não é necessário repetir, como um papagaio, que as coisas não foram sempre o que são. Quando um dialético diz isso, deve procurar nos fatos o que as coisas foram antes.
Porque dizer isso não é o fim de um raciocínio, mas o começo dos estudos para observar minuciosamente o que as coisas foram antes.
Marx, Engels, fizeram estudos longos e precisos acerca do que foi a sociedade capitalista antes deles.
Observaram os detalhes mais ínfimos, para notar as mudanças dialéticas. Lenine, para descrever e criticar as mudanças da sociedade capitalista, analisar o período imperialista, fez estudos muito precisos, consultou numerosas estatísticas.
Quando falamos de autodinamismo, também nunca devemos fazer dele uma frase literária, devemos empregar essa palavra apenas com conhecimento de causa, e para os que a compreendam totalmente.
Enfim, depois de ter visto, ao estudar uma coisa, quais são as suas mudanças autodinâmicas, e dito qual se constatou, é preciso estudar, procurar de onde vem que seja autodinâmica.
É por isso que a dialética, as pesquisas e as ciências estão estreitamente ligadas.
A dialética não é um meio de explicar e de conhecer as coisas sem as ter estudado, mas o de estudar bem e fazer boas observações, pesquisando o começo e o fim das coisas, de onde vêm e para onde vão.
48 Friedrich EINGELS: «Ludwig Feuerbach»

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sábado, 9 de dezembro de 2017

Coreia do Norte quer "independência, paz e amizade" com todos

23.08.2017
Entrevista: Coreia do Norte quer

















Entrevista com o Delegado Especial do Comitê para Relações Culturais com Países Estrangeiros do Governo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Alejandro Cao de Benós
Eduardo Vasco, Pravda.Ru
A Coreia do Norte vem sofrendo ininterruptamente as hostilidades por parte dos Estados Unidos desde o começo do ano. As últimas sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas visam isolar ainda mais o país economicamente e pressioná-lo politicamente para que acabe com seu programa nuclear.
As armas desenvolvidas pela nação asiática, estigmatizada como um perigo para o mundo, servem como um poderoso instrumento de defesa e dissuasão diante das agressões dos EUA, cujo presidente, Donald Trump, ameaça com "fogo e fúria" caso a RPDC se atreva a desafiá-lo.

Como a Coreia do Norte pode ser uma ameaça, se não é ela quem mantém tropas na fronteira com os EUA? Por acaso foi ela quem matou centenas de milhares de civis com bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki? É Pyongyang quem espalha suas bases militares por todo o globo? Quem é que detém quase oito mil armas nucleares, a Coreia? Essas são algumas das perguntas que se fazem os analistas críticos, ao questionarem a narrativa de Washington e da mídia internacional.Chama a atenção para qualquer pessoa atenta à realidade o discurso do governo dos EUA, reproduzido sem questionamentos pelos grandes meios de comunicação. Dizem que a Coreia do Norte é a ameaça, enquanto é difícil acreditar que um pequeno país que não se envolve em guerras pode representar uma ameaça à humanidade, especialmente aos EUA, que já bombardearam incontáveis países e possuem o maior poderio militar do planeta. O Pentágono mantém quase 40 mil tropas no Japão e mais de 23 mil na fronteira da Coreia do Sul com o Norte. As forças armadas estadunidenses fazem frequentes exercícios militares conjuntos com Seul próximo à fronteira, o que é interpretado por Pyongyang como uma clara provocação.
Pravda.Ru entrevistou o único ocidental a serviço do Estado norte-coreano. O espanhol Alejandro Cao de Benós é Delegado Especial do Comitê para Relações Culturais com Países Estrangeiros do Governo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).
Como o senhor explica essa inversão de posições feita pela mídia, que tacha a Coreia como uma ameaça e os EUA como os justiceiros?
É uma tática psicológica usada regularmente pelo sistema. A mídia a serviço do capital sempre tenta demonizar qualquer um que não siga os ditames do império estadunidense. Assim, tenta-se passar uma imagem de "terror" ou de "perigo iminente" que deve ser combatido pelo "guardião da democracia". Digamos que tenta-se transportar para o mundo real a fantasia do Capitão América ou do Superman, fazendo os inocentes parecerem vilões e os invasores como se fossem libertadores. Isso funciona de forma superficial, mas quando alguém se informa minimamente por fontes alternativas, se dá conta de que é tudo uma montagem, como as armas de destruição em massa do Iraque, que nunca existiram e que justificaram a invasão e destruição daquele país.
Qual é o motivo da RPDC desenvolver armas nucleares?
A dissuasão. As armas nucleares atuam como equalizador ante a maior potência nuclear do mundo, os EUA. Elas nos asseguram que o império não se atreverá a invadir a Coreia, porque isso resultaria em uma guerra termonuclear e no fim do mundo como o conhecemos. Os países com armas nucleares garantem seu futuro e a paz para sua população.
No último dia 15 de agosto o governo dos EUA publicou o relatório anual sobre liberdade religiosa e nele se afirma que a RPDC viola sistematicamente a liberdade de religião de seus cidadãos, embora ela seja garantida pela constituição do país e existam igrejas de diferentes matizes religiosas na RPDC. Afinal, os norte-coreanos são livres para expressar suas crenças religiosas?
Os norte-coreanos têm total liberdade para praticar suas crenças religiosas, de acordo com as religiões existentes no país: Budismo, Chondoísmo e Cristianismo (protestantes e católico). Esse relatório manipulado é parte da propaganda contínua para justificar a asfixia econômica e a invasão da RPD da Coreia.
A mídia também diz que o país é uma ditadura porque supostamente não há eleições. Isso é verdade?
Há eleições gerais a cada cinco anos. Qualquer cidadão maior de 17 anos pode votar e ser votado para a Assembleia Popular Suprema (o órgão máximo do país), que atualmente conta com 687 deputados.
Por que na RPDC se censura o que vem do Ocidente?
Porque não queremos que entre as porcarias de sua sociedade decadente. Consumo de drogas, prostituição, terrorismo, violência doméstica, individualismo, colonização cultural, etc.
Nosso modelo de sociedade é baseado na comunidade, no esforço conjunto, e o país está livre de muitas dessas doenças sociais, e queremos que continue assim.
O senhor pode nos explicar de forma resumida por que existe o culto ao Líder e à ordem, por que a sociedade norte-coreana é tão coesa? Essas características também dão aos ocidentais a impressão de que o governo controla a sociedade e que o país é uma ditadura.
Entender o carinho e a coesão para com o Líder é complicado sem se conhecer o confucionismo, o budismo e a história da nação coreana. Um ocidental não pode assimilar isso facilmente, porque a cultura é radicalmente diferente. Devemos entender a posição do Líder como um elemento de união, de coesão social, não a de um ditador que faz o que deseja. Pelo contrário, o Líder deve ser exemplo de humildade e que se senta no chão junto aos operários para ouvir seus conselhos. Digamos que ele é o eixo sobre o qual gira a unidade de ação. A Coreia esteve submetida à tortura e à invasão durante centenas de anos. Isso criou uma união no povo diante das ameaças exteriores, e se somarmos a isso o carisma e o carinho de nossos líderes para com o povo e vice-versa, temos o conceito de "grande família" da qual todos os cidadãos se sentem participantes.
Quais são as principais conquistas econômicas, científicas e tecnológicas da RPDC? O povo desfruta essas conquistas?
Na RPDC tudo pertence ao povo. Como tal, ele desfruta de todos os avanços arquitetônicos e de construção, de criação, tecnológicos etc. Desde o lançamento de satélites artificiais que asseguram uma melhor produção mineral e colheitas, até o desenvolvimento de smartphones e computadores próprios, passando pelo uso de energias renováveis em todos os campos, ou os avanços em medicina dos quais toda a população disfruta gratuitamente. Qualquer desenvolvimento é pensado para o benefício de todo o povo, e não só o de alguns poucos privilegiados.
O desenvolvimento dos foguetes e mísseis intercontinentais é o mais recente. Por um lado a nação economiza milhões de dólares em fotos e estudos desde o espaço, por outro inclui o país dentro do clube nuclear e o blinda contra a agressão externa. Dessa forma, o povo pode viver em paz, e não na miséria absoluta que a "democracia imperialista" promove, como na Líbia, no Afeganistão ou no Iraque.
A RPDC foi condenada ao isolamento pelas grandes potências. Mas como é a relação econômica e política com países próximos ideologicamente, como China, Vietnã, Cuba, Síria etc?
Existe uma relação comercial pública e outra "pela porta dos fundos". A RPDC tem estado submetida a sanções desde a criação do país. E ainda que a maioria dos antigos países socialistas seja agora parte da maquinaria capitalista, tem seus próprios interesses comerciais. Com os países citados existe não só colaboração comercial, mas também militar.
E como são as relações políticas com esses países?
As relações são positivas e há uma maior cooperação do que com os outros países, porque em vários casos as populações lutaram juntas, como na Guerra do Vietnã contra os EUA ou na independência da China contra o império japonês.
No último dia 16 de agosto o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, declarou que o Brasil e outros países da América Latina deveriam romper relações com a RPDC. O que você diria ao povo brasileiro sobre isso? O que pensam o povo e o governo norte-coreanos sobre o Brasil e as relações entre esses dois países e povos?
Eu diria ao povo brasileiro [para se questionar] por que não tem direito a ser soberano e decidir independentemente sobre seu futuro e suas relações exteriores. É um insulto que o Sr. Pence se apresente em outros países e publicamente dê ordens aos povos do mundo. Isso demonstra até que ponto os EUA são um império e não lhes importa o que decidam os demais. Os cidadãos de cada país devem se levantar e exigir seu direito a controlar sua própria nação, e deixar de ser um instrumento da política dos outros.
As relações entre o Brasil e a RPD da Coreia foram avançando nos últimos anos. A abertura da Embaixada em Brasília é uma amostra da importância de tais relações e as possibilidades de colaboração entre ambas as nações. O Brasil pode ajudar muitíssimo a Coreia no tema agrícola, alimentar e florestal, e a Coreia pode ajudar na engenharia, tecnologias da informação e defesa.+
A política da Coreia nas relações exteriores é: Independência, Paz e Amizade. Isso significa uma política de braços abertos, a não intervenção em assuntos internos e o respeito pelos outros povos.
Eduardo Vasco
Pravda.Ru

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DIALÉTICA



INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DIALÉTICA
I. — Precauções preliminares.
II. — De onde nasceu o método dialético?
III. — Por que foi a dialética, durante muito tempo, dominada pela concepção metafísica?
IV. — Por que era metafísico o materialismo do século XVIII?
V. — Como nasceu o materialismo dialético: Hegel e Marx.

I. — Precauções preliminares.
Quando se fala da dialética, é, por vezes, com mistério e apresentado-a como qualquer coisa de complicado.
Conhecendo mal o que é, fala-se dela, também, a torto e a direito. Tudo isso é lamentável, e faz cometer erros que é preciso evitar.
Tomado no seu sentido etimológico, o termo dialética significa, simplesmente, a arte de discutir, e é assim que se ouve, muitas vezes, dizer de um homem que discute longamente, e mesmo também, por extensão, daquele que fala bem: é um dialético!
Não é nesse sentido que vamos estudar a dialética. Tomou, sob o ponto de vista filosófico, uma significação especial.
A dialética, no sentido filosófico, contrariamente ao que se pensa, está ao alcance de todos, porque é uma coisa muito clara e sem mistério.
Mas, se pode ser compreendida por toda a gente, tem, todavia, as suas dificuldades; e, eis como devemos compreendê-las.
Entre os trabalhos manuais, alguns são simples, outros, mais complicados. Fazer caixas de embalagem, por exemplo, é um trabalho simples. Montar um aparelho de T.S.F., pelo contrário, representa um trabalho que requer muita habilidade, precisão, agilidade dos dedos.
As mãos e os dedos são para nós instrumentos de trabalho. Mas o pensamento também o é. E se os dedos não fazem sempre um trabalho de precisão, o mesmo acontece com o nosso cérebro.
Na história do trabalho humano, o homem, no início, apenas sabia fazer trabalhos grosseiros. O progresso nas ciências permitiu trabalhos mais precisos.
Acontece exatamente o mesmo com a história do pensamento. A metafísica é esse método de pensamento que apenas é capaz, como os nossos dedos, de movimentos grosseiros (como pregar caixotes ou puxar as gavetas da metafísica).
A dialética difere deste método, porque permite uma maior precisão. É apenas um método de pensamento de grande precisão.
A evolução do pensamento foi a mesma que a do trabalho manual. É a mesma história, não havendo nenhum mistério: tudo é claro nesta evolução.
As dificuldades que encontramos provêm de que, até há vinte e cinco anos, pregamos caixotes, e, subitamente, nos colocam em frente dos aparelhos de T.S.F. para fazer a montagem. É certo que teremos grandes dificuldades, que as nossas mãos serão pesadas, os dedos inábeis. Só pouco a pouco conseguiremos suavizar-nos e realizar esse trabalho. O que era muito difícil no princípio, parecer-nos-á, depois, mais simples. Para a dialética, é a mesma coisa. Estamos embaraçados, de erros pelo antigo método de pensamento metafísico, e devemos adquirir a maleabilidade, a precisão do método dialético. Mas, vemos que, ainda aí, nada há de misterioso nem de muito complicado.

II. — De onde nasceu o método dialético?
Sabemos que a metafísica considera o mundo como um conjunto de coisas congeladas, e, ao contrário, se olharmos a natureza, vemos que tudo se move, tudo muda. Constatamos a mesma coisa com o pensamento.
Resulta desta constatação, portanto, um desacordo entre a metafísica e a realidade. É por isso que, para definir de uma maneira simples e dar uma ideia essencial, se pode dizer: quem diz «metafísica» diz «imobilidade», e quem diz «dialética» diz «movimento».
O movimento e a mudança, que existem em tudo o que nos rodeia, estão na base da dialética.
Quando submetemos ao exame do pensamento a natureza ou a história da humanidade, ou a nossa, própria atividade mental, o que se nos oferece, em primeiro lugar, é o quadro de uma confusão infinita de relações, de ações e reações, onde nada permanece o que era, onde era, como era, onde tudo se move, se transforma, vem a ser e passa47.
Vemos, depois deste texto tão claro de Engels, que, do ponto de vista dialético, tudo muda, nada fica onde está, nada permanece o que é, e, por consequência, tal ponto de vista está em perfeito acordo com a realidade. Nenhuma coisa permanece no lugar que ocupa, uma vez que mesmo o que nos aparece como imóvel se move; move-se com o movimento da terra em volta do sol; e no movimento da terra sobre ela mesma. Na metafísica, o princípio de identidade quer que uma coisa permaneça ela própria. Vemos, pelo contrário, que nenhuma coisa permanece o que é.
Temos a impressão de ficar sempre os mesmos, e, portanto, diz-nos Engels, «os mesmos são diferentes».
Pensamos ser iguais e já mudamos. Da criança que éramos, tornamos homem, e este, fisicamente, jamais fica o mesmo: envelhece todos os dias.
Não é, pois, o movimento que é a aparência enganadora, como o sustentavam os Eleatas, é a imobilidade, visto que, de fato, tudo se move e tudo muda.
A história também nos prova que as coisas não permanecem o que são. Em nenhum momento a sociedade está imóvel. Primeiramente, houve, na antiguidade, a sociedade escravagista, sucedeu-lhe a feudal, depois a capitalista. O estudo dessas sociedades mostra-nos que, continuamente, insensivelmente, os elementos que permitiram o nascimento de uma sociedade nova desenvolveram-se nelas. E, é por isso que os metafísicos não compreendem o que é essa mudança. Continuam a julgar uma sociedade transformada,como era antes, com os seus sentimentos de homens sofrendo ainda a opressão.
Os nossos próprios sentimentos se transformam, coisa de que mal nos apercebemos. Vemos o que era apenas uma simpatia transformar-se em amor, depois degenerar, algumas vezes, em ódio.
O que vemos por toda a parte, na natureza, na história, no pensamento, é a mudança e o movimento. É por esta constatação que começa a dialética.
Os Gregos impressionaram-se pelo fato de se encontrar por toda a parte a mudança e o movimento. Vimos que Heráclito, o chamado «pai da dialética», foi o primeiro a dar-nos uma concepção dialética do mundo, isto é, descreveu-o em movimento e não congelado. A maneira de ver de Heraclito pode tornar-se um método.
Mas este método dialético não pôde afirmar-se senão muito mais tarde, e é-nos necessário ver porque razão a dialética foi muito tempo dominada pela concepção metafísica.

III. — Por que foi a dialética, durante muito tempo, dominada pela concepção metafísica?
Vimos que a concepção dialética nascera muito cedo na história, mas que os conhecimentos insuficientes dos homens permitiram à concepção metafísica desenvolver-se e passar à frente da dialética.
Podemos fazer aqui um paralelo entre o idealismo, que nasceu da grande ignorância dos homens, e a concepção metafísica, que nasceu dos conhecimentos insuficientes da dialética.
Como e porquê foi isso possível?
Os homens começaram o estudo da natureza num estado de completa ignorância. Para estudar os fenômenos que constatam, começam por classificá-los. Mas, da maneira de classificar resulta um hábito do espírito. Ao criar categorias, e separando-as umas das outras, o nosso espírito habitua-se a efetuar tais separações, e voltamos a encontrar aí os primeiros caracteres do método metafísico. É, pois, na verdade, da insuficiência do desenvolvimento das ciências que sai a metafísica. Ainda há 150 anos, se estudava as ciências separando as umas das outras. Estudava-se à parte a química, a física, a biologia, por exemplo, e não se via entre elas qualquer relação. Continuava-se, também, a aplicar esse método no interior das ciências: a física estudava o som, o calor, o magnetismo, a eletricidade,, etc., e pensava-se que estes diferentes fenômenos não tinham qualquer relação entre si; estudava-se cada um deles em capítulos separados.
Na verdade, reconhecemos, aí, o segundo caráter da metafísica, que quer que se desconheçam as relações das coisas e nada haja de comum entre elas.
Do mesmo modo, é mais fácil conceber as coisas no estado de repouso do que em movimento. Tomemos como exemplo a fotografia: vemos que, em primeiro lugar, se procura fixar as coisas na sua imobilidade (é a fotografia), depois, somente pela sequência, no seu movimento (é o cinema). Pois bem! A imagem da fotografia e do cinema é a do desenvolvimento das ciências e do espírito humano. Estudamos as coisas em repouso, antes de as estudar no seu movimento.
E isso porquê? Porque não se sabia. Para aprender, tomou-se o ponto de vista mais fácil; ou as coisas imóveis são mais fáceis de perceber e estudar. Certamente, o estudo das coisas em repouso é um momento necessário do pensamento dialético — mas só um momento, insuficiente, fragmentário, e que é preciso integrar no estudo das coisas em transformação.
Encontramos esse estado de espírito na biologia, por exemplo, no estudo da zoologia e da botânica. Porque não se conheciam bem, classificaram-se, primeiro, os animais em raças, espécies, pensando que entre elas não havia nada de comum e que fora sempre assim (terceiro caráter da metafísica). Ê daí que vem a teoria a que se chama o «fixismo» (que afirma, contrariamente ao «evolucionismo», que as espécies animais foram sempre o que são, que nunca evoluíram), que é, por conseguinte, uma teoria metafísica, proveniente da ignorância dos homens.

IV. — Por que era metafísico o materialismo do século XVlll?
Sabemos que a mecânica desempenhou um grande papel no materialismo do século XVIII e que este é muitas vezes chamado o «materialismo mecanicista». Por que aconteceu assim? Porque a concepção materialista está ligada ao desenvolvimento de todas as ciências e, entre estas, foi a mecânica que se desenvolveu primeiro. Na linguagem corrente, a mecânica é o estudo das máquinas; em linguagem científica, o do movimento no que respeita a deslocação. E se a mecânica foi a ciência que primeiro se desenvolveu, é porque o movimento mecânico é o mais simples. Estudar o movimento de uma maçã que balança ao vento, num pomar, é muito mais fácil do que estudar a mudança que se produz na maçã que amadurece. Pode estudar-se mais facilmente o efeito do vento sobre a maçã do que a sua maturação. Mas este estudo é «parcial», abrindo, assim, a porta à metafísica.
Muito embora observem que tudo é movimento, os antigos Gregos não podem tirar partido de tal observação, porque o seu saber é insuficiente. Então, observam-se as coisas e os fenômenos, classificam-se, contentam-se em estudar a deslocação, daí a mecânica; e a insuficiência dos conhecimentos nas ciências dá origem à concepção metafísica.
Sabemos que o materialismo é sempre baseado nas ciências e que, no século XVIII, a ciência era dominada pelo espírito metafísico. De todas, a mais desenvolvida nessa época era a mecânica.
É por isso que era inevitável, dirá Engels, que o materialismo do século XVIII fosse um materialismo metafísico e mecanicista, porque as ciências eram assim.
Diremos, portanto, que o materialismo metafísico e mecanicista era materialista, porque respondia à pergunta fundamental da filosofia - o fator primeiro é a matéria -, mas era metafísico, porque considerava o universo como um conjunto de coisas congeladas e mecânicas, porque estudava e via todas as coisas através da mecânica.
Virá um dia em que se chegará, por acumulação das pesquisas, a constatar que as ciências não são imóveis; aperceber-se-á que, nelas, se produziram transformações. Depois de ter separado a química da biologia e da física, dar-se-á conta de que se torna impossível tratar qualquer delas sem ter de recorrer às outras. Por exemplo, o estudo da digestão, que é do domínio da biologia, torna-se impossível sem a química. No século XIX, aperceber-se-á, pois, que as ciências estão ligadas entre si, e resultará um retrocesso do espírito metafísico nas ciências, porque se terá um conhecimento mais aprofundado da natureza. Até lá, tinha-se estudado os fenômenos da física separadamente; agora, era-se obrigado a constatar que todos esses fenômenos eram da mesma natureza. É assim que a eletricidade e o magnetismo, que se estudavam separadamente, estão reunidos hoje numa ciência única: o electromagnetismo.
Ao estudar os fenômenos do som e do calor, descobriu-se, do mesmo modo, que ambos eram provenientes de um fenômeno da mesma natureza.
Batendo com um martelo, obtém-se um som e produz-se calor. É o movimento que produz calor. E sabemos que o som provém de vibrações no ar, também estas são movimento. Portanto, eis dois fenômenos da mesma natureza.
Em biologia, chegou-se, classificando cada vez mais minuciosamente, a encontrar espécies que não se podiam classificar, nem como vegetais, nem como animais. Não havia, pois, separação brusca entre uns e outros. Desenvolvendo-se sempre os estudos, chegou-se a concluir que os animais não foram sempre o que são. Os fatos têm condenado o fixismo e o espírito metafísico.
Foi no decurso do século XIX que se produziu esta transformação que acabamos de ver, e que permitiu ao materialismo tornar-se dialético. A dialética é o espírito das ciências que, ao desenvolver-se, abandonaram a concepção metafísica. O materialismo pôde transformar-se, porque as ciências mudaram. Às ciências metafísicas corresponde o materialismo metafísico, e às novas um materialismo novo, o dialético.

V. — Como nasceu o materialismo dialético: Hegel e Marx.
Se perguntamos como se operou essa transformação do materialismo metafísico em dialético, responde-se geralmente dizendo:
1. Havia o materialismo metafísico, o do século XVIII;
2. As ciências mudaram;
3 Marx e Engels intervieram; separaram o materialismo metafísico em dois; abandonando a metafísica, ficaram com o materialismo, juntando-lhe a dialética.
Se temos tendência em apresentar as coisas assim, isso provém do método metafísico, que quer que simplifiquemos as coisas, para fazer um esquema. Devemos, pelo contrário, ter sempre bem presente que jamais os fatos da realidade devem ser esquematizados. Os fatos são mais complicados do que parecem, do que pensamos. Pelo que não há uma transformação tão simples do materialismo metafísico em dialético.
A dialética foi, de fato, desenvolvida por um filósofo idealista alemão, Hegel (1770-1831), que soube compreender a mudança operada nas ciências. Retomando a velha ideia de Heráclito, constatou, ajudado pelos progressos científicos, que, no Universo, tudo é movimento e mudança, nada está isolado, mas tudo depende de tudo, criando, deste modo, a dialética. É a propósito de Hegel que falamos hoje de movimento dialético do mundo. O que Hegel compreendeu primeiro foi o movimento do pensamento, e, naturalmente, chamou-lhe dialético.
Mas Hegel é idealista, isto é, dá a importância primeira ao espírito, e, por consequência, faz do movimento e da mudança uma concepção particular. Pensa que são as mudanças do espírito que provocam as da matéria.
Para Hegel, o universo é a ideia materializada, e, antes dele, existe primeiramente o espírito que descobre o universo. Em resumo, constata que o espírito e o universo estão em perpétua mudança, mas, daí, conclui que as mudanças do espírito determinam as da matéria.
Exemplo: o inventor tem uma ideia, realiza-a, e é esta, materializada, que cria mudanças na matéria.
Hegel é, pois, na verdade, dialético, mas subordina a dialética ao idealismo.
É então que Marx (1818-1883) e Engels (1820-1895), discípulos de Hegel, mas discípulos materialistas, e dando, por consequência, a importância primeira à matéria, pensam que a sua dialética dá afirmações exatas, mas ao contrário. Engels dirá, a este respeito: com Hegel a dialética conservava-se na cabeça, era preciso repô-la nos pés. Marx e Engels, transferem, portanto, para a realidade material a causa inicial desse movimento do pensamento definido por Hegel, e chamam-no, naturalmente, dialético, servindo-se daquele seu mesmo termo.
Pensam que tem razão para dizer que o pensamento e o universo estão em perpétua mudança, mas se engana, afirmando que são as mudanças das ideias que determinam as das coisas. São, pelo contrário, estas que nos dão aquelas, e as ideias modificam-se porque as coisas se modificam.
Outrora, viajava-se em diligência. Hoje, de trem e avião. Não é por termos a ideia de viajar de trem ou avião, que este meio de locomoção existe. As nossas ideias modificaram-se, porque se modificam as coisas.
Devemos, pois, evitar dizer: «Marx e Engels possuíam, por um lado, o materialismo resultante do materialismo francês do século XVIII, por outro, a dialética de Hegel; por consequência, apenas tinham que os juntar um ao outro».
É uma concepção simplista, esquemática, que esquece que os fenômenos são mais complicados; é uma concepção metafísica.
Marx e Engels tomarão, na verdade, a dialética a Hegel, mas transformá-la-ão. O mesmo farão do materialismo, para nos dar o materialismo dialético.
47 Friedrich ENGELS: «Anti-Dühring

Paquistão e Rússia prontos para construir o gasoduto regional

Islamabad, 9 dez (Prensa Latina) Paquistão e Rússia assinaram um acordo multimilionário para construir um gasoduto marinho que unirá o Irã com este país e a Índia, pese à dura oposição dos Estados Unidos, revelaram hoje fontes oficiais.